“Meu filho é doador de órgãos e eu sei”, esse é o slogam da campanha que a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), do Hospital de Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti (HPSM), está realizando em alusão ao Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, 27 de setembro.
A campanha “Setembro Verde” tem o intuito de incentivar a doação de órgãos. E a equipe do CIHDOTT é responsável por detectar possíveis doadores junto aos familiares e funcionários do hospital, diminuindo assim, a fila de espera por transplante. Desde a implantação da comissão no HPSM em 2006, aumentou significativamente as doações. Porém, em virtude da pandemia da COVID-19, as doações foram suspensas em todo o estado, pois ainda não se sabe como o vírus se manifesta em pacientes pós-óbito.
"No município são realizados apenas transplantes de rim e córneas, os demais órgãos captados, são ofertados para a central nacional de transplantes", explica o Secretário de Saúde do Município, Sérgio Amorim. "Em todos os casos, são realizados vários exames para descartar qualquer tipo de doença e viabilizar uma oportunidade de vida para quem precisa", conclui.
Somente a família pode autorizar a doação de órgãos, de acordo com a Lei 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências.
"Antigamente, um doador de órgãos era identificado por um carimbo na identidade, que dizia que ele era doador de órgãos, mas desde que a lei foi alterada em 2001, somente a família pode autorizar a doação de órgãos de uma pessoa, por isso o CIHDOTT atua em várias frentes para que tantos os servidores quanto os usuários estejam bem informados sobre o processo de doação”, relata Priscila Garcia, enfermeira coordenadora do CIHDOTT no HPSM.
Hoje a equipe do CIHDOTT atua no HPSM com duas enfermeiras, uma assistente social e uma médica, que se dedicam ao trabalho de resgate de vidas em Belém.
Texto: Natália Azevedo