O Banco do Povo de Belém realizará uma série de oficinas e uma roda de conversa sobre políticas públicas de crédito, desenvolvimento local, renda básica e moeda social. Os eventos fazem parte da programação Verão da Nossa Gente, da Prefeitura de Belém, e serão realizadas na ilha de Mosqueiro.

A roda de conversa vai ocorrer no próximo dia 10 de julho, no Centro Multicultural Solar das Artes, às 15h. A coordenadora-geral do Banco do Povo de Belém, Georgina Galvão, receberá o vice-prefeito de Maricá-RJ, Diego Zeidam; a coordenadora do Banco Mumbuca de Maricá, Manoela Mello; e o coordenador da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, Joaquim Melo.

"Vamos ouvir a experiência exitosa de Maricá, que administra parte das finanças municipais por meio de um banco comunitário, que é o Mumbuca, que, inclusive, tem uma moeda social local, uma inovação tecnológica no campo da economia solidária e que serve de instrumento de desenvolvimento local. A nossa missão é apoiar as iniciativas da sociedade, inclusive na criação de bancos comunitarios, se essa for a iniciativa dos setores econômicos da economia solidária", destaca Georgina Galvão.

Oficinas – Nesta terça-feira, 06 de julho, dentro da programação da Prefeitura de Belém pelo aniversário de 126 anos de Mosqueiro, serão anunciadas as oficinas.

Em parceria com o Distrito Administrativo de Mosqueiro (Damos) serão realizadas, a partir da segunda quinzena de julho, as oficinas de reaproveitamento de materiais como vidro, plástico, madeira, latas e embalagem longa vida, visando a reciclagem, economia criativa, sustentabilidade e turismo. "A programação será aberta ao público, mas queremos também envolver os familiares de servidores municipais", destaca Georgina Galvão.

Já em parceria com a Coordenadoria Antirracista (Coant) serão realizadas, na última semana de julho, as oficinas de tranças e turbantes, dança afro, banho de ervas e infusões, arte circense, grafismo corporal indígena com genipapo e customização de roupas com estampas afro.

Sabedoria – A coordenadora do Coant, Elza Rodrigues, disse que a oficina de banho de ervas e infusões serve para preservar uma tradição. "A idéia é resgatar a sabedoria popular das nossas avós, que mantinham ervas no quintal para promover os cuidados com a saúde".

Texto: Enize Vidigal