Aos 60 anos a autônoma Meire Gurjão acredita que toda oportunidade de aprender é uma forma de melhorar de vida e não deixa de aproveitar cada uma delas. Exemplo disso é a sua participação na segunda Oficina de Reaproveitamento de Óleo de Cozinha, realizada nesta terça-feira,28, pelo Programa de Educação Ambiental e Sanitária (Peas) do Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova (Promaben). “Muitas vezes a gente recebe propostas para cursos e às vezes responde que já sabe e desiste. Mas hoje aqui a gente percebe que mesmo sabendo na teoria, a prática é importante. Saber como funciona o processo, botar a mão na massa, mostra que somos capazes de mudar o mundo e as nossas vidas com pequenas ações”, comemora.
A segunda edição da oficina reuniu 30 pessoas. “O nosso objetivo é fazer com que os moradores se sensibilizem e não joguem óleo utilizado na pia, o que faz com que ele prejudique a drenagem da casa, da cidade e até contamine os corpos hídricos”, diz o subcoordenador ambiental do Promaben, Alex Ruffeil. Ele explica ainda que uma das alternativas de reutilização desse óleo é transformá-lo em sabão, que poderá ser utilizado na residência ou como fonte de renda, outro importante objetivo da oficina.
Para Tahnity Haarad, engenheira agrônoma e oficineira, descartar o óleo de cozinha da maneira que vem sendo feito é jogar dinheiro no lixo. “Dois litros de óleo usado rendem dois quilos e meio de sabão. Para uma família com pouca renda, não precisar gastar o dinheiro com o sabão e até vender o excedente já é economicamente bastante vantajoso”, aponta.
Morador do bairro do Jurunas, o biólogo Ivanei Araújo relata que participar dessa oficina foi enriquecedor para a profissão. “Aprender na prática ações que podem mudar o meio ambiente acrescenta no meu currículo, me faz acreditar mais na ação dos agentes de mudança e me faz um educador ambiental melhor”, celebra.
Texto: Márcia Lima