As novas regras da profilaxia pré, pós e reexposição da raiva humana no Brasil, implementadas pelo Ministério da Saúde em março deste ano, foram apresentadas aos profissionais de saúde de Belém em uma capacitação ministrada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). O curso ocorreu nesta quarta, 25, e quinta-feira, 26, na Faculdade Fibra, com a participação de médicos e enfermeiros que trabalham neste atendimento.

No primeiro dia, a capacitação foi destinada a todos os profissionais das 58 Unidades Básicas de Saúde (UBS), que têm sala de vacina antirrábica e fazem o atendimento desse tipo de agravo. Em seguida, receberam o treinamento todos aqueles que atuam no sistema de urgência e emergência da rede municipal, incluindo as Unidades de Pronto-Atendimento e os Hospitais de Pronto-Socorro Municipais (HPSM).

Preparação – “A profilaxia da raiva mudou o protocolo em março, então era importante atualizar esses profissionais, não apenas da nossa rede de saúde, como também de instituições particulares. Todos os hospitais dos privados que contam com serviço de urgência participaram”, explicou a enfermeira Rafaely Silva, do CCZ, que atuou na organização do curso.

O público participante foi composto de médicos e enfermeiros, responsáveis pelo primeiro atendimento e por preencher as fichas de notificação. “O objetivo foi atualizar os profissionais sobre o novo protocolo para que possamos otimizar o atendimento”, complementou Rafaely.

Para a enfermeira Andreia Passinho, da Coordenação Municipal de Imunização do Departamento de Vigilância à Saúde da Sesma, a atualização é de grande valia para os profissionais, tanto aqueles que atuam nas unidades de saúde quanto os que fazem parte da gestão. “Precisamos estar aptos a prestar um atendimento de qualidade, cientes das condutas de prevenção desse agravo”, assinalou.

Acompanhamento – Com a atualização do protocolo, o tratamento profilático antirrábico humano passou a exigir uma disciplina maior na notificação de casos e vigilância dos animais em observação. Na vigilância da raiva, os dados epidemiológicos são essenciais para a tomada de decisão, tanto para os profissionais quanto para as autoridades em saúde.

A nova conduta reforça ainda mais a importância da notificação, investigação e acompanhamento da pessoa agredida e do encerramento adequado dos casos. À vigilância cabe definir a fonte de infecção, com busca ativa de pessoas sob exposição ao vírus rábico, para determinar as áreas de risco e monitorar a raiva animal com o intuito de evitar a ocorrência de casos de raiva em humanos.

Texto: Luiz Carlos Santos