A programação da Ação Mulher, realizada pela Prefeitura de Belém, que levou serviços às mulheres na Faculdade Estácio FAP, seguiu na tarde desta quarta-feira, 27, com música, feira de empreendedorismo e adesão ao Programa SOS Manas.

A ação no período da tarde iniciou-se com apresentação musical e com uma feira de empreendorismo feminina, onde foram oferecidos diversos produtos, como bijuterias, bonecas, além de geleias produzidas pelas mulheres participantes do programa municipal Donas de Si.

"Realizamos uma feira com o objetivo de divulgar o trabalho das empreendedoras negras e indígenas, porque a arte que elas produzem valoriza a arte amazônica, negra e indígena", explicou Elza Fátima Rodrigues, titular da Coordenadoria Antirracista de Belém (Coant).

Assinatura de adesão – Como parte da programação voltada para as mulheres, a Estácio FAP e Prefeitura de Belém assinaram a adesão da instituição de ensino ao programa municipal SOS Manas, que transforma estabelecimentos comerciais em pontos de denúncia de violência contra a mulher. A vítima, ao chegar ao ponto comercial, mostrará a palma da mão com um "X" vermelho, a fim de sinalizar ao funcionário que ela está em situação de perigo.

"Ficamos felizes por estarmos dentro de uma instituição de ensino trazendo o SOS Manas. A violência contra a mulher pode ocorrer em todos os lugares. O objetivo é que esse ambiente seja, cada vez mais, saudável às mulheres. Feliz por ver que é um espaço que quer se ver livre do machismo", comentou Lívia Noronha, titular da Coordenadoria da Mulher de Belém.

Segundos dados da FAP, a instituição possui, na sua maioria, alunas, além do corpo de funcionários ser composto por 50% de mulheres, sendo todos os cargos de direção de ensino ocupados por mulheres. A diretora geral da Estácio, Elaine Gonçalves, comemorou a parceria.

"É um evento com cunho educacional. Hoje, fazer nosso pacto de adesão é a realização de um sonho, onde poderemos oferecer isso a todas as mulheres que passam por aqui", comentou.

Roda de conversa – O encerramento da programação contou com uma roda de conversa, após a exibição do filme Meu fuá tem poder, produzido por Shirlene Coelho, para pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica, do Instituto Federal do Pará (IFPA).

O curta-metragem destaca a beleza negra, mas também ressalta o preconceito sofrido por negros, seja pela cor, vestimenta ou por causa do cabelo.

Participaram da roda de conversa sobre o filme, a psicóloga da Combel, Adriana Moraes; Raquel Santos, assistente social da Combel; a estudante Isabela Flávia; e Flávia Câmara, da Coordenadoria Antirracista (Coant); além das representantes da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), que falaram sobre o programa de combate à pobreza menstrual realizado pelo órgão.

Cursando o sexto semestre do curso de pedagogia, a aluna Anaiara da Silva, de 31 anos, destacou como o dabate realizado após o filme pode ajudar na profissão. "Achei toda a programação ótima. Como estudante de pedagogia, todo esse aprendizado do debate pode me ajudar na minha futura profissão".

A estudante Josiane Silva, de 21 anos, também do curso de pedagogia, destacou que o filme gera um reflexão. "O filme faz a gente refletir e pensar que isso pode acontecer com todos. É importante combatermos todo o tipo de preconceito e esse tipo de debate já é um começo", concluiu.

Texto: Victor Miranda