Empresários e lojistas de varejo e atacado de Belém estiveram reunidos nesta quarta-feira, 12, na sede da Associação Comercial do Pará (ACP), com os representantes da Secretaria Municipal de Economia (Secon) e da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), para trocar informações sobre a atual situação do setor de comércio e serviços na capital paraense.

O encontro faz parte do calendário das oficinas Belém 400, realizadas pela Secon e Seicom, com o objetivo de elaborar um diagnóstico preciso da economia local, tendo como base os dados que são repassados pelos próprios agentes setoriais. De acordo com o titular da Secon, Marco Aurélio Lima do Nascimento, “comércio e serviços são os segmentos que mais geram emprego e renda na capital, por isso, entender o mercado é fundamental para impulsionar de forma coerente a economia de Belém”.

O empresário e vice-presidente da ACP, Miguel Sampaio, comentou que esta é a primeira iniciativa que reuniu estado, município e diversos representantes do setor de comércio e serviços em prol de uma macro-ação, e acredita que unindo todas essas segmentações, a cidade vai chegar nos 400 anos com melhores resultados na economia local. “É disso que precisamos, adquirir dados completos para entender no que de fato podemos melhorar”, destacou o empresário.

Com base em informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no ano de 2013, existiam cerca de 18 mil estabelecimentos com vínculos empregatícios na capital paraense, sendo que 80% desses locais permeiam nos setores de comércio e serviços. Outro dado é a quantidade de mulheres que atuam nesses segmentos. “O cenário de décadas atrás mostrava a inatividade do sexo feminino na contribuição da renda familiar. No entanto, hoje podemos verificar em lojas, supermercados, hospitais e até mesmo na construção civil, segurança e transporte, que elas estão tomando cada vez mais espaço no mercado, contribuindo, assim, para o desenvolvimento de nossa cidade”, destacou a diretora financeira do Conselho da Mulher Empresária, Maria Deolinda Martins.

As oficinas de Comércio e Serviços revelaram também – através da metodologia de análise elaborada pelos órgãos – as necessidades do poder público, da iniciativa privada e da classe setorial, trabalhar em conjunto para identificar os pontos fortes, fracos, riscos e oportunidades, com o objetivo de investir de maneira segura em projetos que tragam benefícios à economia local. Um exemplo citado foi a requalificação do centro comercial de Belém, que através de parcerias já existentes entre a Prefeitura e os agentes públicos e privados envolvidos, serão construídas galerias populares, calçadões de passeio e recuperadas as fachadas do centro histórico comercial da cidade.

Outro ponto debatido foi a capacitação dos trabalhadores, através de cursos que desenvolvam a melhoria dos serviços. Por isso, novas parcerias entre Governo do Estado, Prefeitura e instituições, como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), foram sugeridas nas oficinas.

No que tange a questão de linhas de crédito para desenvolver uma empresa ou um serviço, o Fundo Ver-o-Sol, na esfera Municipal, e o Banco da Amazônia, no âmbito Federal, se colocaram à disposição como financiadores do desenvolvimento local.

“Foram muitas ideia debatidas de maneira coerente e animadoras, e é isso que almejamos através desta união, oferecer melhores perspectivas econômicas a nossa cidade e aos moradores dela”, concluiu Fernando Severino, presidente do Conselho de Jovens Empresários (Conjove).

Texto: Roberta Corrêa