Neste sábado, 07, o país inteiro se uniu no combate à dengue e chikungunya na campanha do “Dia D+1” lançada pelo Ministério da Saúde. Em Belém, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), intensificou as ações de prevenção da dengue e chikungunya em um mutirão realizado no Complexo do Jurunas. Cerca de 300 atendimentos foram realizados no local.

A ação realizou serviços e orientações educativas sobre os agravos e doenças de maior ocorrência no período chuvoso, como leptospirose, esquistossomose, malária e hepatite A, além da dengue. Também foram disponibilizadas vacinação de pessoas e antirrábica (cães e gatos), verificação de pressão arterial, glicemia, orientações sobre animais peçonhentos, prevenção de acidentes de trânsito e atividades voltadas para o público infantil.

De acordo com Orliuda Bezerra, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (DEVS/Sesma), a secretaria está realizando suas ações de forma integrada com as secretarias municipais de Saneamento (Sesan), do Meio Ambiente (Semma), de Economia (Secon) e Urbanismo (Seurb), além de mobilização da comunidade dos oito distritos do município contra os focos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue e da febre chikungunya.

“Com as parcerias realizamos mutirões de limpeza urbana e atividades para alertar os profissionais de saúde ao diagnóstico correto dessas doenças. Com o slogan ‘Dengue e Chikungunya – O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também’, a campanha do MS visa alertar e mobilizar a população contra o vetor dessas doenças, assim como capacitação aos servidores do SUS para que possa em caso suspeito, possa intervir com tratamento adequado, visando a redução da gravidades dos casos e por conseguinte o óbito. Para tanto, também realizamos abordagem educativa, acompanhada da entrega de panfletos às comunidades, teatros, trabalhos manuais realizado através do lixo reciclável e outras dinâmicas de aprendizado”, explica Orliuda.

A diretora acrescenta que a população tem correspondido ao chamado da Sesma e participado com afinco de todos os mutirões e abrindo suas residências para os agentes de controle de endemias, desde que ele esteja aptamente identificado, mas precisa ainda evitar criar criadouros para o mosquito. “Não jogue lixo na rua, não deixe água parada no escorredor de louça, olhe os ralos dos banheiros, cubra as piscinas, tampe a caixa d’água, enfim, um menor objeto que possa acumular água é o suficiente para o mosquito procriar”, orienta.

Sesma investe na orientação à população.

Em 2014, os casos de dengue sofreram uma redução de 20% face ao ano de 2013. No entanto, em janeiro de 2015 houve um aumento de 26,3% dos casos de dengue em relação ao mesmo período de 2014, com 24 casos confirmados este ano contra 19 em janeiro de 2014.

Para a diretora do DEVS/Sesma, esse aumento já era esperado, devido às fortes chuvas que caem em município, resultando em acréscimo dos depósitos com água, o que aumenta a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Por isso, o município está investindo na intensificação das orientações à população, conforme prevê o plano de contingência realizado pela gestão municipal para organização necessária e assim atender as situações de emergência relacionadas à dengue, visando à integralidade das ações, à prevenção e ao controle dos processos epidêmicos.

A Sesma pesquisa trimestralmente o Índice de Infestação Predial (IIP) pelo Aedes Aegypti no município por meio do “Levantamento de Índice Rápido (LIRAa), que permite detectar precocemente as infestações em bairros e localidades. Atualmente, Belém encontra-se em estado de Alerta, com índice de IIP de 2,2%.

“A Vigilância em Saúde do município está acompanhando de perto os casos de dengue que ocorrem em Belém. Em janeiro, por exemplo, ocorreram 11 casos no bairro da Pedreira. Imediatamente, a Sesma enviou agentes de controle de endemias até o bairro e iniciou um trabalho de intensificação das ações de combate ao vetor Aedes aegypti, visitas domiciliares em regime de Bloqueio de Transmissão Viral, eliminando de todas as formas imaturas do mosquito (larvas), aplicação de inseticida através do controle químico para eliminação das formas vetoriais aladas (mosquito adulto) e acompanhada de abordagem educativa”, ressalta Orliuda Bezerra.

Já para chikungunya, o município registrou, em 2014, oito casos, sendo todos importados e de pessoas vindas de áreas endêmicas, como Oiapoque-AP e Suriname. A diretora do Devs faz questão de frisar que não há autoctonia da doença em Belém, ou seja, transmissão de chikungunya no município. “Ainda assim, estamos alertas. Já realizamos capacitação para os profissionais da rede de saúde municipal e privada, com o objetivo de detectarem os casos de dengue e ou chikungunya precocemente e imediatamente prestarem os cuidados necessários, a fim de que possam evitar os casos se agravarem e chegarem a óbito”, explica.

Veja como evitar a dengue e a febre chikungunya

A diretora do Devs/Sesma, Orliuda Bezerra, reforça algumas orientações para evitar o contágio pelas doenças.

– Utilize roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas dos vetores da dengue

– Uso de repelentes podem ser aplicados na pele exposta ou nas roupas;

– Utilização de mosquiteiro proporciona boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos);

– Uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador;

– Instalação de estruturas de proteção no domicílio, como telas em janelas e portas, também pode reduzir as picadas.

Em casos de febre alta de início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda de apetite, náuseas e vômitos, é muito importante buscar imediatamente ajuda médica. “Não se deve ingerir analgésicos e antitérmicos, em especial o ácido acetilsalicílico (AAS) e seus derivados sem a orientação do profissional de saúde”, destaca Orliuda.

Orientações, presença em abundância de mosquitos ou caso suspeitos de dengue e chikungunya, a população deve ligar para o Disque Endemias, no telefone
3344-2466. Durante o contato com o atendente, o denunciante deve informar o endereço, com o perímetro correto, a fim de que uma equipe de controle de endemias seja encaminhada até o local.

Texto: Paula Barbosa