A Casa da Mulher, localizada no bairro da Cidade Velha, em Belém, atende diariamente cerca de 200 mulheres. Entre os atendimentos encaminhados para o espaço, há pacientes com alteração no colo uterino; alteração nas mamas; usuárias com gestação de alto risco; atendimento para moradoras da área do DABEL (Distrito Administrativo de Belém) para a inserção do dispositivo intrauterino – DIU; e, atendimento às mulheres vítimas de violência sexual ou intrafamiliar.
No entanto, há mais de 10 anos a unidade não recebia nenhuma reforma estrutural no prédio. No dia 20 de outubro do ano passado, a prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), iniciou as obras de reparos e ampliação do prédio. Novo forro, novos ventiladores, centrais de ar-condicionado instaladas, equipamentos e ampliação de salas, estão entre os principais investimentos recebidos, destacados pela gerente da Casa, Socorro Siqueira.
“É importante que os serviços estejam em pleno funcionamento, tanto com o equipamento de ultrassom, quanto os exames de média complexidade, mamografia e as biopsias na patologia cervical. Precisamos de qualidade para o atendimento das pacientes que são encaminhadas para cá”, comenta a gerente.
Para chegar à Casa da Mulher, a paciente precisa ter passado por uma consulta com o médico da Unidade de Saúde do bairro em que reside, e ter em mãos o encaminhamento da unidade.
“Nós recebemos mulheres que são encaminhadas pelas Unidades de Saúde e que já passaram por uma consulta com o médico. Durante o atendimento elas, provavelmente, apresentam alterações no quadro clínico, que pode ser, por exemplo, uma alteração no colo do útero ou na mama, e que podem ser benignas ou não”, pontuou a gerente, que completou enfatizando que a casa atende, ainda, as mulheres com gravidez de risco, vítimas de violência e que precisem de orientação para o planejamento familiar.
Grávida de seis meses, Tatiane do Socorro, de 29 anos, chegou até o espaço após ser diagnosticada com gravidez de alto risco. Moradora do bairro da Campina, ela recebeu o encaminhamento no Posto de Saúde do Jurunas. “Tenho problemas de mioma, e por isso, me encaminharam para cá. Aqui, tenho um acompanhamento muito importante para que meu quadro clínico não piore e eu possa ter uma gravidez e parto tranquilos”, contou Tatiane. “Aqui sou muito bem tratada e amparada, tanto pelos médicos quanto pelos funcionários que me orientam e ajudam no que eu precisar”, completou bastante agradecida.
De acordo com o Ministério da Saúde são consideradas gestantes de alto risco, as grávidas portadoras de doenças que podem se agravar durante a gestação ou que apresentam problemas que podem ter sido desencadeados nesse período. São exemplos de alto risco: hipertensão, diabetes, infecções, doenças do coração e do aparelho circulatório.
Em linhas gerais, são oferecidas na Casa da Mulher, as seguintes especialidades: mastologista, patologia cervical, ginecologista, enfermagem, psicologia, serviço social, nutricionista e farmacêutica.
A Casa da Mulher trabalha, também, com a Rede Cegonha. O sistema consiste em um modelo de atenção a saúde da mulher e a saúde da criança com foco na atenção ao parto, nascimento, crescimento e desenvolvimento da criança de 0 aos 24 meses. O programa Rede Cegonha visa reduzir a mortalidade materna e infantil com atenção humanizada.
Serviço:
A Casa da Mulher está localizada na Travessa Bom Jardim, 370, entre as travessas Veiga Cabral e Triunvirato. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7 às 18h.
Texto: Adriana Pereira