Viver em uma cidade arborizada e bem cuidada costuma ser desejo de todo cidadão. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) da Prefeitura de Belém, vem implantando, desde o ano passado, o projeto Florir Belém que faz o paisagismo e arborização de praças e espaços públicos da cidade. Entretanto, mesmo com a manutenção diária, alguns espaços têm sido alvo da ação de vândalos, como o monumento em homenagem aos 400 Anos de Belém, inaugurado no dia do aniversário da cidade. O prejuízo causado ao patrimônio de Belém chega a quase R$15 mil reais.

"O pessoal chega aí de madrugada e bagunça mesmo. Na primeira semana que esse monumento foi inaugurado, já tinham arrancado umas flores amarelas", conta, indignado, o flanelinha Raimundo Paixão, de 66 anos, que repara os veículos que estacionam no entorno da Praça dos Estivadores, onde fica o momento.

Mesmo com o vandalismo, Raimundo da Paixão, que passa a maior parte do dia na praça, dá exemplo de cidadania e ajuda a preservar o espaço. "Agora de dia tinha um rapaz lendo uma revista. Quando ele acabou, começou a rasgar o papel e jogar no chão. Eu fui lá com ele, chamei atenção e pedi pra ele jogar na caixa de lixo", conta o flanelinha.

A ação dos vândalos acontece principalmente durante a madrugada, quando o movimento nas ruas é menor. Além da falta de cidadania, as mudas, flores e plantas que são arrancadas, dão ainda mais trabalho para quem cuida. "Todo dia a gente limpa a praça, mas sempre tem que replantar as mudas que arrancam", conta o zelador da praça "Maria de Nazaré Melo Ribeiro", no bairro da Marambaia, Ivan Santos.

Apesar dos cuidados e reparos feitos pela Prefeitura, a parceria com a comunidade, no sentido de preservar os espaços, é fundamental para que o projeto Florir dê certo. "Essa integração com a sociedade é muito importante, afinal esses espaços são de uso comum de todos", ressalta o diretor geral da Semma e coordenador do Florir Belém, Cláudio Mercês.

O prejuízo em números

Para fazer a reposição das mudas arrancadas, a Prefeitura de Belém gasta em torno de R$15 mil reais. Mensalmente são usadas 20 mil mudas para recuperar os espaços. Parte dessas mudas está sendo cultivadas na Granja Municipal de Belém, mantida pela prefeitura, para serem usadas na reposição, e diminuir o custo de manutenção.

As espécies escolhidas são definidas de acordo com a resistência ao clima da cidade e facilidade de reprodução e reposição. Entre as espécies usadas no paisagismo estão o jasmim buquê de noiva; ipezinho amarelo; Laura rosa branca, rósea e carmim; ipês amarelo branco e rosa; copo de leite e mini ixoria.

A equipe técnica do projeto conta com engenheiros civis e agrônomos, arquitetos, além de jardineiros, roçadores e varredores que dão auxílio na implantação e manutenção do Florir. Além das praças da cidade, o projeto prevê a implantação do paisagismo em ciclovias, nos canteiros das principais avenidas e nas esquinas das ruas de Belém.

Texto: Igor Pereira