“Duas coisas ajudam a prevenir doenças e salvar vidas: vacinas e água”. A frase da enfermeira e atual coordenadora de Imunização do município de Belém, Nazaré Athayde, resume a importância de vacinar as pessoas como um ato pela vida. No Dia Nacional de Imunização, transcorrido nesta quinta-feira, 9, a Prefeitura de Belém comemora resultados e enfrenta desafios no caminho da cobertura vacinal. O saldo, no fim das contas, é positivo.

Sob coordenação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), a vacinação é uma das ações prioritárias da atual gestão. Graças à articulação do município com a sociedade, as vacinas, hoje, estão disponíveis em uma grande rede, que vão além dos muros das Unidades Básicas de Saúde (UBS). São faculdades, shopping centers, hospitais particulares, instituições federais e as Forças Armadas, que abriram espaço para acolher salas de imunização, espalhadas por toda a capital e distritos.

Variedade

Belém dispõe de 110 salas de vacinação, que oferecem, rotineiramente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, as vacinas dos calendários nacionais, cobrindo a criança, o adolescente, o adulto, a gestante e o idoso. Além disso, a capital cumpre as estratégias especiais do Ministério da Saúde, como a grande campanha contra a covid-19– iniciada em janeiro de 2021 – e as atuais campanhas de Influenza e sarampo.

Atualmente, 19 vacinas estão à disposição da população belenense, cobrindo todas as faixas etárias e grupos específicos. São imunizantes que ajudam a prevenir 23 tipos diferentes de doenças. “Queremos fazer de Belém, novamente, uma grande capital da vacinação, para que possamos viver mais protegidos e sem o risco de vermos doenças já erradicadas, como o sarampo, voltarem”, defende a coordenadora.

Vidas salvas

A união de esforços e a estratégia municipal de colocar a vacinação como uma das prioridades vêm produzindo resultados importantes, garantindo, ainda, o freio nos horrores da pandemia de covid-19 na capital. Em dezembro do ano passado, Belém figurou entre as nove capitais que mais vacinaram contra a doença, com duas doses, pessoas com mais de 12 anos, segundo dados do Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde.

Hoje, a capital – que já aplica a quarta dose em todos com idade a partir de 40 anos – tem uma cobertura vacinal de 85%, no chamado ciclo de imunização primário (primeira e segunda doses), com 3,1 milhões de doses aplicadas. O trabalho de sensibilização, porém, continua e é árduo, sobretudo quando se fala na vacinação infantil. Hoje, apenas 35% das crianças de 5 a 11 anos estão totalmente imunizadas contra o coronavírus.

Estratégia e compromisso

“Apesar de termos alcançado esses resultados, ainda precisamos nos manter vigilantes, para reconquistar os índices de vacinação que já tivemos e que, com o passar dos anos, foram se perdendo, principalmente, pela falsa sensação de que não era mais preciso se vacinar porque as doenças foram sendo erradicadas”, defende Nazaré Athayde. Como as vacinas seguem calendários anuais, não atualizar a caderneta é se expor – e aos outros – a doenças.

Para recuperar esse patamar – que já fez o Programa de Imunização do Brasil ser considerado um dos melhores do mundo –, a prefeitura vem adotando diversas estratégias. Uma delas é a oferta de vacinas, inclusive, aos fins de semana. “Não medimos esforços para levar a vacina aonde as pessoas estão, pensando também naqueles que, muitas vezes, não conseguem ir a uma unidade de saúde porque trabalham durante a semana”, assevera o diretor de Vigilância à Saúde da Sesma, Adriano Furtado.

Texto: Luiz Carlos Santos