A Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Escola Bosque (Funbosque), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a ONG Tirando de Letra, encerrou nesta sexta-feira, 3, o curso de olericultura para pessoas da comunidade da Ilha de Caratateua.
A capacitação visa orientar a população na construção e elaboração de horta caseira, possibilitando a produção de alimentos saudáveis.
De acordo com Rosilda Assunção, coordenadora de Desenvolvimento Comunitário da Funbosque, foi identificado que muitos moradores da ilha têm quintal em suas casas, mas não têm o hábito de cultivar hortaliças.
“Vimos que a maioria das pessoas compra em supermercados e feiras o que elas podem produzir nos seus quintais.
Resolvemos incentivar e capacitar esses moradores para que eles tenham uma horta em casa, podendo economizar e futuramente possam até vender”, explica a coordenadora.
Hábito alimentar saudável
A horta da Funbosque é utilizada no curso para plantar espécies como cheiro-verde, couve, alface, cebolinha pepino, tomate, coentro, chicória entre outras, que ajudarão os alunos a entender na prática, como funciona o cultivo dessas hortaliças.
As aulas de olericultura englobam a técnica do cultivo de hortaliças, legumes e verduras, em pequenos espaços como quintais, garrafas pets, canteiro de tábuas, caixotes e outros.
“Repassamos para eles como se dá o processo de compostagem, substrato e produção de mudas, interligando a teoria e a prática, para que eles saiam daqui sendo capazes de produzir o seu próprio alimento”, esclarece o engenheiro agrônomo e instrutor do Senar, Adenil Mescouto.
“Quando passamos a produzir o nosso alimento temos a confiança de que estamos comendo algo saudável. Fora que hoje os preços estão caríssimos, e quando a gente que tem um pedacinho de terra consegue produzir, podemos ajudar a nossa família e a comunidade local”, afirma a dona de casa Eliane Moraes, moradora da ilha.
Reaproveitamento
A semana foi cheia de aprendizado em uma turma com pessoas de várias idades e experiências diversas. "Antes eu jogava os restos de legumes e frutas fora, agora aprendi que posso fazer com elas vitaminas paras as plantas”, contou a participante Leila Saraiva.
“A Funbosque se abre para comunidade para fortalecer os laços com a população da ilha, e por meio das parcerias com as instituições públicas e as de pesquisas estamos desenvolvendo projetos para acolhê-los”, destaca o responsável pela coordenadoria de Projeto e Pesquisa da Funbosque, Agnaldo Rabelo.
O último dia do curso contou com o apoio dos funcionários da horta do conhecimento, dos técnicos da Coordenadoria de Projeto e Pesquisa e dos agentes e monitores ambientais (Ama) da Fundação.
Os alunos participaram da atividade de plantio para o enriquecimento com espécies florestais apropriadas para aumentar a diversidade de uma área descampada da instituição.
Texto: Amanda Cardoso