A Prefeitura de Belém, por meio da Comissão de Defesa Civil de Belém, participou na manhã desta quinta-feira, 3, da apresentação de plataforma para monitoramento de incêndios e queimadas em área florestal desenvolvida pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
O evento ocorreu no auditório do Censipam e contou também com representantes das forças armadas e do governo do Estado, além da presidente da Comissão de Defesa Civil de Belém, Christiane Ferreira e dos coordenadores das áreas técnica e operacional da Defesa Civil e agente da área tecnológica.
Prevenção – Denominada “Painel do Fogo”, a plataforma tem como objetivo permitir o acionamento ágil e assertivo no combate a focos de incêndio. Para isso, o sistema realiza o agrupamento automático dos focos de calor detectados por satélites, identificando os pontos de fogo e classificando-os de forma prioritária para combate. Essa funcionalidade possibilita o atendimento de casos urgentes em um curto espaço de tempo, além de otimizar a atuação das equipes de campo e os recursos utilizados.
“Pelo dinamismo do Painel, é possível verificar se há incidência de áreas de fogo nos arredores da área urbana de Belém, neste momento. Uma vez observada no Painel, não será preciso esperar a ocorrência chegar. O caminho inverso é possível também. Pelo Painel, o município pode verificar se a informação de incêndio recebida via 190 é verdadeira. De todas as formas, a utilização da ferramenta significa economia de tempo e recursos material e humano”, detalha o coordenador de área temática do Censipam e desenvolvedor da ferramenta, Henrique Bernini.
Áreas de riscos
Ao final da apresentação, a presidente da Defesa Civil de Belém entregou ao gerente do Centro Regional de Belém, Márcio Duarte, o mapeamento de 125 áreas de risco geológico em Belém, produzido pelo Serviço Geológico do Brasil, em parceria com a Defesa Civil Municipal, entre os meses de fevereiro e novembro de 2021.
Das 125 áreas de risco identificadas em toda Belém, 76 correspondem a áreas com risco à inundação e alagamentos e 49 a áreas de risco à erosão costeira.
De acordo com o relatório produzido pelo Serviço Geológico Nacional, “as áreas de risco à inundação e alagamentos estão relacionadas à ocupação e aterramento das planícies de inundação dos rios e igarapés, bem como a canalização destes que cortam a área urbana da cidade, processo que se apresenta desde o início da formação histórica do município, agravado pela falta de planejamento urbano e ausência de fiscalização em áreas que são proibidas por lei, para ocupação”.
O documento destaca, ainda, que alguns setores estão localizados nas bacias hidrográficas do Tucunduba e Estrada Nova, as quais estão inseridas em projetos de macro e microdrenagem, que estão sendo executados pelo governo do Estado e pela Prefeitura de Belém, o que no futuro pode diminuir ou eliminar o risco associado a estes setores, devendo-se fazer uma nova avaliação das áreas quando os projetos forem finalizados.
Texto: Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal