O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, primeiro vice-presidente do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar) participou na manhã desta segunda-feira, 20, da reunião virtual do Consórcio que tratou de assuntos como o cenário nacional de imunização contra a covid-19, parcerias privadas, editais de compras consorciadas e desafios pós-pandemia. O Conectar conta com o apoio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
Após a apresentação dos dados sobre a imunização no país, feita pela epidemiologista Carla Domingues, que ressaltou a importância da população completar a imunização em 90% dos grupos prioritários indicados pelo Ministério da Saúde, gestores municipais relataram a situação vivenciada nas suas respectivas cidades.
“Com base nas informações científicas e estatísticas fundamentadas, como a Dra. Carla Domingues apresentou, é preciso investir, realmente, na vacinação dos adolescentes. Nós vivemos esta grande contradição. O país todo não alcançou 40% de vacinação com duas doses”, ressaltou Edmilson Rodrigues.
Sobre o assunto, o prefeito de Florianópolis e presidente do Consórcio, Gean Loureiro, dialogou com os demais gestores municipais acerca dos desafios enfrentados no país para incentivar a população a completar o esquema vacinal com a 2° dose e sobre a necessidade de uma comunicação mais eficaz com os munícipes. Nesse aspecto, uma das iniciativas do Conectar para intensificar a comunicação com a população é a parceria firmada com o WhatsApp.
O presidente lembrou ainda aos participantes as parcerias privadas que vão contribuir para a compra de medicamentos e insumos. Da parceria com a Natura, o primeiro depósito, de R$ 2 milhões, será realizado em outubro. E da empresa iFood, o depósito integral, de R$ 250 mil, deve ser realizado até 25 deste mês.
Durante o encontro o prefeito de Belém destacou a necessidade de dar atenção aos impactos causados pela pandemia, como, por exemplo, os jovens que sofrem de depressão e ansiedade.
Edmilson Rodrigues informou que na capital paraense se realiza a retomada gradativa das aulas municipais e ainda destacou a notícia de que Cuba, mesmo sendo um país pequeno e pobre, iniciou a vacinação de crianças entre 02 e 11 anos.
Ele lamentou que no Brasil a imunização desse grupo tenha sido interrompida pelo Ministério da Saúde. “E nós ainda estamos lutando para que nossos adolescentes tenham direito à imunização", disse.
Texto: Joyce Assunção