O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Prefeitura de Belém, por meio da Comissão de Defesa Civil, retomaram, nesta terça-feira, 10, o mapeamento das áreas de risco geológico na área urbana de Belém.
A nova etapa do mapeamento iniciará pelos bairros de São Brás, Cremação, Condor, Guamá, Jurunas e Cidade Velha, localizados na área de abrangência do Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova (Promaben), que está dando apoio para a ação.
A primeira etapa do mapeamento das áreas de risco geológico de Belém foi realizada em 2016, abrangendo as ilhas de Outeiro, Mosqueiro, Cotijuba e do Combu, Icoaraci e parte da região urbana de Belém. A ação começou pelos bairros da Cidade Velha e do Jurunas e está prevista para durar uma semana na área do Promaben.
Mapeamento para prevenção em áreas de alagamento da cidade
Os geólogos do CPRM, acompanhados pelas equipes da Defesa Civil, do Promaben e da Guarda Municipal de Belém estão percorrendo vias sujeitas a alagamentos e entrevistando moradores para, baseados em levantamentos anteriores, fazerem demarcações georreferenciadas das áreas, com o auxílio de GPS, e verificação do grau de risco que oferecem.
Posteriormente esses dados serão analisados e elaborados relatórios. No caso de Belém o risco maior são as enchentes e inundações.
O coordenador Geral do Promaben, Rodrigo Rodrigues, informa que na primeira etapa foi mapeada, na área do Promaben, somente um pequeno trecho da Ilha Bela, no bairro da Cremação, na Sub-bacia 2.
“A ideia agora é expandir essa área de mapeamento e conseguir analisar todas as áreas do Promaben como piloto para a entrada nas demais áreas da cidade”, afirma.
Serviço prevê a redução de risco
O Promaben quer que sejam validadas as áreas que já foram mapeadas e analisadas e que sejam mapeadas as demais áreas do Programa.
“Isso contribui com a gestão do território e as obras do Promaben vão estar associadas à redução do risco”, explica Rodrigo Rodrigues
Homero Melo, geólogo, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do CPRM, informa que esse estudo já foi feito em 75 dos 144 municípios paraenses, cobrindo mais de 50% dos municípios do Estado.
“A gente está fazendo o mapeamento das áreas de risco geológico justamente para fornecer subsídios para a administração municipal para ela buscar recursos para obras estruturantes e de remoção de famílias que estejam assentadas sobre áreas de risco”, ressalta.
Para a Defesa Civil pontuar as áreas de alagamento de Belém é uma medida preventiva e oferece apoio para a Prefeitura elaborar projetos para diminuir os impactos que os alagamentos provocam na cidade.
“É uma forma também de auxiliar o Promaben com relatórios desses impactos geológicos”, explica o coordenador de Operações da Defesa Civil, Claudionor Correa.
Texto: Raimundo Sena