A Secretaria Municipal de Saúde realizou nesta quarta-feira, 14, a primeira fase de uma ação que visa obter informações sobre o mosquito transmissor da dengue. Trata-se da instalação de armadilhas para capturar o Aedes aegypti em residências de Belém. Só neste primeiro dia 769 casas foram visitadas nos bairros do Guamá, Sacramenta e Pedreira. No total, 27 bairros serão percorridos em toda a cidade. De acordo com a Sesma, 245 agentes vão participar do trabalho, que vai ocorrer durante uma semana.
O coordenador do Programa de Controle da Dengue da Sesma, Tadeu Morais, explicou que, durante a ação, dois agentes de saúde vão até a casa do morador, que já foi cadastrado há um mês, e se tiverem autorização, eles entram e vão instalar a armadilha, chamada de ovitrampas, que são recipientes que simulam o ambiente para a procriação do Aedes aegypti.
“Em um recipiente preto são colocadas água e levedura de cerveja para atrair a fêmea do mosquito – que coloca de 50 a 100 ovos por dia. Durante uma semana, a gente monitora e depois encaminha para o Laboratório de Entomologia. De acordo com o resultado da análise, serão traçadas estratégias para o combate à dengue no município”, explica o coordenador.
Nos dias 20 e 21 de abril, os agentes vão retirar a ovitrampa para ser realizada a análise do material.
O trabalho vai ser feito a cada dois meses, para poder se verificar em quais locais há uma incidência maior de casos da doença na cidade.
O agente de saúde Ronaldo Pantoja trabalha há seis anos na Sesma e conta que é um desafio ser agente de endemias em Belém. “ Às vezes, o morador não deixa a gente entrar na casa. Isso é ruim porque atrasa a coleta de informações. Nós só queremos ajudar, afinal se a gente souber detalhes do movimento do Aedes aegypti, vai ser mais fácil combatê-lo”, afirma.
De acordo com a Sesma, de janeiro até 14 de abril já foram registrados 159 casos de dengue no município de Belém.
Texto: Carolina Boução