O nome da exposição “Fé na Diversidade” dá pistas do que o público vai conferir na mostra de arte em homenagem aos 42 anos da Festa da Chiquita. Uma manifestação artística e cultural realizada na Praça da República, em Belém, na noite da trasladação do Círio de Nazaré, a segunda maior romaria da quadra nazarena.
Registrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial cultural, a festa revela o lado profano do Círio, foco retratado na exposição. “É uma amostragem de algumas coisas que acontecem na festa, de roupas, de imagens tanto dos primeiros eventos, como dos mais recentes. Então, é uma exposição para mostrar o quanto essa manifestação é única”, explica Eloi Iglesias, fundador da festa e coordenador cultural da mostra.
O trabalho tem como base os estudos desenvolvidos pelo projeto de extensão “Fé na Diversidade”, da Universidade Federal do Pará (UFPA), coordenado pelo professor doutor Ernâni Chaves. “Foi uma pesquisa que a gente fez de textos publicados sobre a Festa da Chiquita, que não são muitos, mas que existem. A maioria desses textos escrita por pessoas daqui de Belém, alunos, doutorandos, mestrandos. A gente juntou tudo isso para ter o lado acadêmico da exposição, para mostrar, através de pesquisas, que a relação da festa do Círio com ela é muito antiga. Ao mesmo tempo, mostrar qual era a singularidade da Festa da Chiquita, o que ela tem de especial”, explicou.
Para o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, que visitou na manhã desta terça-feira, 09, é um trabalho artístico que retrata a essência da festa. “A Festa da Chiquita representa uma explosão de liberdade. Nasce no coração da ditadura, é a expressão da rebeldia, da intelectualidade rebelde, da comunidade LGTQIA+”, enfatizou.
Serviço
“Fé na Diversidade” está em exposição na Galeria Benedito Nunes, no Centur, até o dia 12 de março. A visitação é no período das 9h às 15h.
Texto: Juliana Brito