Belém tem aproximadamente quatro mil lixeiras instaladas nas principais vias da cidade e em locais de grande fluxo de pessoas como praças e pontos turísticos. Pela ação do tempo e, principalmente do vandalismo, muitas dessas lixeiras estão danificadas e começaram a ser substituídas pela Prefeitura de Belém.
Recentemente foram adquiridas 500 lixeiras do tipo papeleiras para serem implantadas em diversos locais da cidade, o que já vem sendo feito de acordo com a carência identificada. “Além da necessidade de substituições, estamos implantando mais lixeiras em locais com grande demanda e também em logradouros públicos que ainda não possuíam o local de descarte adequado. Com relação ao lixo, a população precisa colaborar, não despejando na via pública e sempre utilizando o local adequando para descartar seu resíduo”, orientou José Argentino, Coordenador da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan).
O gari Raimundo Cunha, 47 anos, diz que todo o dia se depara com situações de desrespeito. “Muitas vezes, a gente acaba de limpar a rua e recolher o lixo das lixeiras e aparece alguém para jogar o lixo no chão e do lado da lixeira vazia”, lamentou o trabalhador da limpeza urbana.
A fonoaudióloga Viviane Andraus, 38 anos, considera que além dos locais adequados para descarte de lixo é também preciso mais consciência das pessoas. “A cidade precisa ter locais para se efetuar o descarte do lixo. Mas em alguns casos, onde não tiver lixeira por perto é preciso ter consciência que o chão não é o local correto para jogar o lixo”, argumentou.
Márcio Bonfin, 45 anos, é ambulante e trabalha com vendas de produtos diversos na Avenida Governador José Malcher, próximo da Travessa Castelo Branco, onde a equipe da Sesan substituiu de uma lixeira queimada, na manhã desta terça-feira, dia 9. “Isso aí foi um rapaz que jogou cigarro aceso e queimou o papal que tinha dentro. Nós vimos e conseguimos apagar o fogo antes que a lixeira toda pegasse fogo”, contou o autônomo. “Era uma lixeira nova que nem tinha muito tempo. A anterior tinha sido quebrada”, relatou.
Novos contêineres – Nos últimos três meses foram instalados 550 novos contêineres e lixeiras para armazenar o lixo das feiras e mercados. Nestes locais, são produzidas diariamente em torno de 140 toneladas de resíduos, constituído principalmente por produtos orgânicos.
A instalação dos contêineres tem por objetivo controlar o lixo descartado nas feiras, para que não fique exposto e espalhado na via pública, facilitando a coleta. As caixas coletoras garantem melhor condição sanitária, pois são fechadas e à prova de vazamento. Os contêineres possuem tampa, o que evita a atração de ratos e insetos, impede a entrada de água da chuva e a consequente formação do chorume.
Texto: Lauro Lima