Parir com amor, sem violência. Este é o tema e objetivo do projeto de combate à violência obstétrica, “TransformaDor”, lançando na tarde desta sexta-feira, 13, na Unidade Municipal de Saúde da Pratinha. A iniciativa, executada pela Universidade Federal do Pará, em parceria com a Prefeitura de Belém, atenderá mulheres que realizam o pré-natal na unidade.
O projeto tem o foco em ações de educação em saúde, na perspectiva dos direitos humanos, visando o empoderamento de mulheres em situação de vulnerabilidade social. A coordenadora do projeto, Edna Barreto, ressalta de que maneira a proposta pode ajudar as mulheres. “Procuramos orientar essa mãe para que ela possa saber de seus direitos no momento do parto. Porque a realização de uma cesariana sem indicação clara é uma violência”, enfatizou. “Afinal, precisamos formar essas mulheres para que elas não sejam mais violentadas”, completou.
A iniciativa prevê diversas ações, tais como a formação de profissionais e de estudantes para atuarem como agentes multiplicadores no enfrentamento à violência obstétrica; a construção de parcerias com instituições de defesa dos direitos das mulheres; e a criação de um grupo de apoio às grávidas na unidade de saúde da Pratinha.
No momento, cerca de 100 mulheres realizam o pré-natal na UMS, e contam com um atendimento multidisciplinar, realizado por uma equipe de médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistente social, psicólogo e outros. “Estes nossos profissionais passarão por formações. A partir disso, realizarão palestras em encontros quinzenais com as mães atendidas na unidade”, explicou o diretor da UMS, Edson Batista.
Durante a cerimônia de lançamento do projeto, Adriele Souza, de 21 anos, grávida de três meses, falou da oportunidade de poder participar do projeto. “Só neste primeiro momento, já pude saber de muitas coisas que não fazia ideia. É muito bom saber que posso contar com toda essa ajuda durante a minha gravidez”, disse a mãe de primeira viagem.
O projeto também possui parceria com o Ministério Público Federal – MPF. A instituição vai receber denúncias contra o descumprimento de leis e normativas que assegurem a humanização do atendimento na gravidez e no parto nos hospitais de Belém.
Texto: Andreza Carvalho