A implantação da primeira estação do sistema BRT Belém na avenida Almirante Barroso começou na noite desta sexta-feira, 6, com a instalação do canteiro de obras em dois pontos próximos à travessa Antônio Baena. A estação fará parte de um circuito integrado com as estações do BRT da Augusto Montenegro, para reduzir o tempo de viagem entre os bairros ao longo da avenida e o centro da cidade.
Para evitar transtornos no trânsito, a Prefeitura de Belém e a empresa responsável pela obra, instalaram o canteiro de obras entre a noite desta sexta-feira e a madrugada deste sábado, 7. Com apoio de agentes e viaturas da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), as canaletas da avenida Almirante Barroso foram interditadas e o tráfego desviado para as pistas comuns.
A área de obras foi instalada nos trechos do BRT entre as travessas das Mercês e Antônio Baena e Antônio Baena e Curuzu. De acordo com diretor do Departamento de Obras da Seurb, Reinaldo Leite, os dois trechos foram isolados. “Toda a área foi isolada com tapumes. A partir de agora, os operários vão trabalhar na fundação das bases da estação. Para liberar a área de trabalho, foi necessário suprimir árvores e postes do local”, explicou o engenheiro. Ele informou ainda que, para cada árvore suprimida, três novas mudas serão plantadas, cumprindo termo de compensação ambiental. A área também está sendo sinalizada com avisos de desvios e de homens trabalhando.
Chamada de Estação Antônio Baena, esta é a primeira das 13 estações que serão construídas em sete pontos estratégicos da Almirante Barroso para dar acesso aos ônibus do BRT. Ela será composta de dois módulos, sendo um com acesso para cada sentido da via. No sentido São Brás/Entroncamento, haverá um módulo entre as travessas das Mercês e Antônio Baena; no sentido oposto, será construído outro módulo no perímetro entre as travessas Curuzu e Antônio Baena.
Com a previsão de ser inaugurada ainda neste primeiro semestre, a primeira etapa do sistema integrado do BRT Belém vai funcionar a partir do terminal de integração do Mangueirão e seguirá até o ponto de retorno em São Brás, em frente à praça da Leitura, ligando os dois
pontos em uma viagem de aproximadamente 20 minutos. Do Mangueirão até o Entroncamento, três estações já estão com as bases construídas e ao longo do mês de maio receberão as estruturas de fechamento laterais e de cobertura.
Ciclovia – Para execução das obras na Almirante Barroso foi preciso interditar a ciclovia no trecho travessas Curuzu e das Mercês. Agentes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) estarão em pontos estratégicos da avenida Almirante Barroso para orientar os
ciclistas. A interdição deve durar o tempo da obra, cerca de 60 dias.
A Semob recomenda aos ciclistas que trafegam no sentido São Brás, que prefiram fazer o desvio na travessa Angustura, a última ciclofaixa localizada antes do trecho interditado e que está integrada a outras ciclovias, como a da Duque de Caxias e a da João Paulo II.
Quem pedala no sentido Entroncamento deve optar por fazer o caminho inverso, vindo do centro pela ciclovia da Duque ou da João Paulo II para acessar a avenida Almirante Barroso via Angustura, para então seguir a destino. "Como a última ciclofaixa para desvio fica distante
do ponto da interdição para obras, os ciclistas devem estar atentos para fazer o desvio no local certo, com segurança", alerta o diretor de trânsito da Semob, Marcos Chagas.
Texto: Jaqueline Ferreira