Estudante do 4° ano, Ágatha Vitória Veiga, tem apenas nove anos, mas já sabe como combater o mosquito Aedes aegypti. “Não podemos deixar água parada e precisamos manter os ambientes em casa limpos, porque dessa forma vamos correr menos riscos”, pontuou a pequena, aluna da escola Rego Barros, que na manhã desta quinta-feira, 18, recebeu uma ação de educação, prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A ação realizada pela Prefeitura de Belém busca orientar crianças e jovens para que eles também sejam multiplicadores de informação, para os pais, amigos e comunidade. Samerson Gomes é um dos agentes de combate às endemias que participou da ação, juntamente com uma equipe de ACE’s ele repassou aos pequenos como funciona o ciclo do mosquito, além de explicar a diferença da espécie. “Nós trazemos os objetos de laboratório para explicar para as crianças como esse vetor se transforma. Eles são muito curiosos, olham no microscópio e tiram todas as dúvidas”, ressaltou Samerson.
Enquanto no térreo da escola, os menores aprendiam sobre a evolução do mosquito, no outro andar, os mais velhos estudavam sobre o combate, prevenção e sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes. “Nós realizamos uma palestra bastante didática, para que prenda mesmo a atenção de quem quer que seja e contribua no aprendizado. Os slides chamam a atenção, mas também usamos maquetes, pinturas e o teatro de fantoches”, explicou o palestrante Anderson Maurício Marques, da equipe de Educação em Saúde.
“Aprendi muito sobre o mosquito transmissor de doenças, além de saber os sintomas de cada uma delas e as formas de prevenção. É importante, porque também aprendemos que quando alguém pega essa doença em casa, nós devemos cuidar ainda mais do nosso ambiente para que outra pessoa não pegue”, destacou Heitor Monteiro, de 10 anos, aluno do 6° ano.
Assim como ele, Rebeca Ribeiro, de 12 anos, aluna do 7° ano, se interessa pelo assunto e quer ser uma multiplicadora do que aprendeu com os agentes. “Conheço bastante sobre o assunto porque meu pai é um dos militares que estão nas ruas com os ACE’s no combate contra o mosquito, e em casa nós temos todo o cuidado”, frisou Rebeca, que saiu da palestra determinada a mobilizar os vizinhos. “Moro em um conjunto e lá eu posso fazer uma campanha para também conscientizar a todos”.
“As crianças são as multiplicadoras dessas informações, tanto de cuidados, como de sintomas em relação aos agravos da dengue, zika e chikungunya. E, com certeza eles estão aptos a repassar essas informações para todas as pessoas que podem e devem combater esses agravos”, ressaltou o agente de endemias Anderson Marques.
Texto: Kezia Carvalho