Começa amanhã,11, o 1º Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) de 2016. A pesquisa é realizada a cada dois meses com o objetivo de identificar as áreas prioritárias para medidas e ações estratégicas de controle e combate ao mosquito Aedes aegypti, visando a redução dos índices de infestação, diminuindo o quantitativo de criadouros em potenciais consequentemente. O LIRAa é o principal instrumento de orientação pactuado pelo Ministério da Saúde com os municípios.

O Levantamento é feito em 20% dos imóveis de Belém por meio de visita dos agentes de controle de endemias aos quarteirões sorteados em todos os bairros na busca de possíveis focos do vetor, revelando através de método estatístico, os indicadores de infestação. “Hoje o mosquito está transmitindo três vírus, zika, dengue e chikungunya, por isso precisamos identificar, tratar e/ou eliminar o maior número possível de criadouros para que ele não chegue a nascer. Com o resultado do LIRAa, podemos planejar e intensificar as atividades do controle de vetores nos bairros com maior infestação, no sentido de trabalharmos os mais infestados de acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue”, explica Leila Flores, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.

A pesquisa é feita em uma semana e será executada inclusive na terça-feira, dia 12, aniversário de Belém, quando muitas pessoas estarão em casa por conta do ponto facultativo. “Precisamos do apoio da população para que permita a entrada dos nossos agentes, que estarão identificados com crachá e uniforme da secretaria e sigam as orientações repassadas pelos profissionais de saúde. É necessário que cada um faça a sua parte e não deixe água parada. Qualquer local que possa armazenar o mínimo de água possível poderá ser um criadouro em potencial do mosquito Aedes aegypti”, ressalta Leila.

A preocupação da secretaria está voltada também para as grávidas. “Até abril do ano passado, não havia casos de Zika registrados no Brasil. Hoje o Zika está se espalhando pelo país e as grávidas, que já eram consideradas grupo de risco para infecções por dengue e chikungunya, agora também são motivo de preocupação para infecções por Zika, diante da relação do vírus com casos de microcefalia. É com intuito de estabelecer um padrão de normalidade que precisamos da participação de toda a sociedade para vencer essa batalha contra o Aedes aegypti”, destaca a diretora.

O LIRAa é mais um instrumento que compõe o plano de ação contra o mosquito. A prefeitura tem intensificado as ações de controle vetorial do mosquito Aedes aegypti, com realização de vistorias de imóveis diariamente por mais de 800 agentes de controle de endemias nos 71 bairros de Belém; capacitação das equipes de saúde da rede pública municipal e rede privada para compartilhamento de informações e atualização de fluxos de atendimento; parceria com outras secretarias para limpeza de vias e canais, podas de árvores e coleta de resíduos sólidos e entulhos; notificação imediata de casos suspeitos; disponibilização de número telefônico para denúncias e orientações (Disque Endemias -3344-2466); e, principalmente, realização de atividades de educação e saúde para a população.

DADOS – Em 2015, Belém notificou 3.207 casos de dengue, dos quais 1.201 foram confirmados e dois óbitos registrados. Já para zika foram notificados 741 casos, sendo 150 confirmados (29 por exames laboratoriais e 121 por exames clínicos) e nenhum óbito registrado. Para a febre chikungunya foram notificados 190 casos e dois confirmados, sendo os dois casos importados (transmissão em outra localidade).

Texto: Paula Barbosa