Totti tem 12 anos de idade, exatamente o mesmo tempo que o município de Belém não registra nenhum caso de raiva animal.Neste sábado, como faz todos os anos, Jéssica Martins,dona do Totti, levou animal de estimação para receber mais uma dose da vacina antirrábica. “É importante que a população tenha a consciência de levar seu animal para imunizar. Você está protegendo o seu cão e gato além de você mesmo”, ressaltou a estudante. A prefeitura de Belém montou quase 500 postos em todo o município,incluindo a região das ilhas,em Unidades Municipais de Saúde, escolas,clínicas veterinárias,igrejas,pet shops e praças que disponibilizaram a imunização até as 17hs.
De acordo com o veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Roberto Brito, o objetivo da vacinação é impedir a disseminação do vírus da raiva na capital, que há mais de 30 anos não registra casos da doença em humanos.“É muito importante que o dono do cão ou gato leve ele para vacinar.A vacina contra a raiva é anual e gratuita e deve ser aplicada em cães e gatos para proteção dos mesmos e da população em geral. A vacina é a única maneira de prevenir a raiva”, ponderou.
A raiva é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus que compromete o sistema nervoso central.É uma doença, em geral, de evolução rápida e fatal, que pode acometer todas as espécies de mamíferos, incluindo o homem. No caso da raiva humana, os cães e gatos são os principais vetores da doença. Entretanto, raposas, morcegos, lobos, antílopes, gambás e furões também podem transmiti-la.
“A população precisa estar atenta, pois a raiva não tem cura, e pode levar a morte em um curto período de tempo. Quem não pôde levar o cão e gato para vacinar hoje, pode levar em um outro dia no CCZ que fica na rodovia Augusto Montenegro KM9. O vírus circulante da raiva pode se disseminar por via urbana ou rural, aérea ou terrestre. Se vacinarmos dentro das áreas rurais e, também, urbanas, criamos uma barreira, evitando que a espécie humana seja atingida também”, orientou o Secretário de Saúde do Município, Sérgio de Amorim Figueiredo.
Texto: Kezia Carvalho