Com o objetivo de conhecer in loco as ações do projeto “Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia”, executado pela Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (FMAE), nas escolas municipais de Belém, representantes da Fundação da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, Fundação Abrinq, visitaram na tarde desta terça-feira,1º, a Escola Pedro Demo, na ilha do Outeiro.

A escola possui 1.078 alunos matriculados, do Jardim ao 5º ano, e todos participam ativamente do projeto, como parte complementar do currículo escolar. “A coordenação da Abrinq veio conhecer a escola e também ouvir dos próprios alunos sobre a prática do projeto, que muitos já aplicaram em suas casas”, relata a diretora da escola, Alba Freitas.

Os alunos participam das aulas complementares na horta, uma vez por semana, e aprendem desde o manejo da semeadura até a colheita. De acordo com a diretora, os alimentos (verduras/hortaliças) que são cultivadas na escola, depois de colhidos, são inseridos no cardápio da merenda escolar. Para o pequeno Lucas, de 6 anos, o lanche da tarde foi um sanduíche de ‘folha’ e estava uma delícia. “Todo dia eu peço da tia (professora) a minha verdura, porque fui eu que plantei”, relata o aluno do primeiro ano, que afirma comer as hortaliças sem restrições.

Para a secretária municipal de Educação, Rosinel Salame, a visita da Fundação às escolas de Belém veio como estímulo para reforçar o trabalho que já é feito em prol dos alunos. “A vinda das coordenadoras dá visibilidade às ações que a Prefeitura de Belém vêm fazendo, promovendo sobretudo, promovendo a qualidade de vida da população”.

Em Belém, 25 unidades de educação já praticam o Projeto Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia, que tem o objetivo de desenvolver pedagogicamente, por meio das hortas, o senso educativo ambiental, alimentar e nutricional nos alunos, com atividades que possibilitem também o desenvolvimento econômico das famílias, bem como a sustentabilidade. Nas escolas, pneus, garrafas pets e até canoas sem uso – no caso de regiões alagadas – são utilizadas para a construção das hortas e da estufa reciclável. As crianças participam de todo o processo de plantio das hortaliças, que contém tomate, espinafre, abóbora, entre outros.

Após conhecer pessoalmente as ações na escola do Outeiro, a coordenadora da Fundação Abrinq, Jeniffer Luiz, afirma que, de perto, o projeto é impactante. “A criatividade das pessoas que estão engajadas nas ações, o carinho das crianças pelo que plantam, tudo isso é impressionante. É o jeito lúdico de trabalhar várias disciplinas através de um único projeto”, afirmou a coordenadora.

Texto: Karla Pereira