Promover segurança e educação alimentar e nutricional por meio do incentivo à valorização e maior consumo dos alimentos regionais, além da divulgação da rica variedade alimentar paraense entre os moradores e os turistas na cidade de Belém. Este é o objetivo do Projeto Belém do Sabor, elaborado pela Coordenação de Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional (Copsan), da Prefeitura de Belém, e que foi apresentado nesta quarta-feira, 16, na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab-Pará), entidade parceira da Copsan em diversas iniciativas como esta.
O projeto está previsto para ser lançado no dia 3 de outubro, na maior e mais famosa feira de Belém, o Ver-o-Peso. O Belém do Sabor consiste em colocar placas informativas nos boxes do mercado e disponibilizar panfletos com o valor nutricional dos alimentos para ser distribuído aos frequentadores da feira. Entre os alimentos que serão divulgados estão o tucupi, jambu, pimenta de cheiro, açaí, manga e cupuaçu.
A nutricionista da Copsan, Luciana de Aquino, conta que “também faz parte da iniciativa produzir aventais padronizados do projeto e capacitar os feirantes sobre as diretrizes nutricionais e de segurança alimentar e nutricional, assim como as normas sanitárias para a comercialização e o armazenamento adequado”.
“Não existe lugar melhor para lançar esse projeto já que são nas feiras que a maior quantidade de alimentos regionais é comercializada. E aproveitando este período de grande movimento de turistas na cidade por conta do Círio de Nazaré, será um excelente momento para divulgar os alimentos da nossa terra, que são muito saborosos, ricos em nutrientes e de fácil acesso”, enfatiza Luciana.
O Ver-o-Peso será a primeira feira a receber o projeto, mas outras dez feiras serão beneficiadas ainda este ano. As placas informativas terão os chamados QR codes, através do qual a população, com o uso da câmera do celular, poderá acessar virtualmente todas as informações de cada alimento.
Para o superintendente regional da Conab, Moacir Rocha, a população tem muito a ganhar, pois informação e educação nutricionais são muito importantes para uma alimentação adequada. “O consumidor precisa conhecer melhor o que come e esta é uma iniciativa muito positiva, que estimula a produção, a comercialização e o consumo de alimentos de qualidade”, destaca Moacir.
Texto: Lilianne Villacorta