O município de Belém começou a implantar nas unidades de saúde a plataforma do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), do Ministério da Saúde. O objetivo é fornecer dados sobre a pessoa vacinada, movimentação de imunobiológicos das salas de vacinação, reduzir erros de imunização e assegurar um canal único e seguro de transmissão de dados de vacinação para o programa.

A implantação do sistema é necessária porque os dados vacinais estão cada vez mais complexos devido à constante ampliação do calendário básico de vacinação. Somente nos últimos seis anos foram introduzidas na rede pública as vacinas de rotavírus, pneumococo 10 valente, meningite C conjugada, pentavalente, poliomielite inativada e da vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV). Em breve, a rede também começará a imunizar crianças de um ano contra Hepatite A.

O SI-PNI é parte integrante do Programa da Organização Mundial da Saúde, com o apoio técnico, operacional e financeiro do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e contribuições do Rotary International e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). É formado por um conjunto de sistemas que possibilitam aos gestores envolvidos no programa uma avaliação dinâmica dos riscos quantos à ocorrência de surtos ou epidemias e definição das estratégias de vacinação, pois permite a construção de um banco de dados sobre a aplicação das vacinas, como quantitativo imunizado, faixa etária, período de tempo, área geográfica e taxa de abandono.

De acordo com a coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), Nazaré Athayde, o SI-PNI será de grande importância para a cobertura vacinal do município. “Funcionará como um cadastro que permite monitorar coberturas vacinais e definir estratégias de vacinação, como intensificação da rotina, campanhas de vacinação e bloqueio de surtos das doenças imunopreveniveis”, explica.

Nesse primeiro momento, 27 salas de vacinação de Belém estão interligadas ao SI-PNI, mas a meta da Sesma é que o sistema esteja ativo em todas as salas de vacinação do município até o final do ano. Apesar do registro nominal do vacinado, crianças e adultos devem guardar as carteiras de vacinação. "Os comprovantes de vacinação devem ser tão valorizados quanto qualquer documento", diz Nazaré Athayde.

“Vacina em Dia” é mais uma ferramenta para cumprimento do calendário vacinal

Lançado há quase um ano pelo Ministério da Saúde, o aplicativo “Vacina em Dia” é um gerenciador de cadernetas de vacinação para toda a família. Nas versões para tablet e smartphones, o aplicativo é uma forma moderna e ágil para não perder o calendário de imunização. Podem ser cadastradas até dez carteirinhas no aplicativo.

O "Vacina em Dia” possui função lembrete para as campanhas sazonais e para os períodos que o usuário deve comparecer ao posto de saúde, calculados a partir da inserção da primeira vacina. Todos os registros podem ser impressos ou enviados para o e-mail pessoal. O aplicativo está disponível para iOS e Android 2.2 ou superior e pode ser baixado gratuitamente no Google Play e Apple Store.

Texto: Paula Barbosa