Representantes do Procon no Pará, Ministério Público Estadual, Sindicato dos Bancários e funcionários de bancos públicos e privados da capital estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira, 05, na sede da Secretaria Municipal de Economia (Secon) para receber e prestar esclarecimentos sobre as exigências legais referentes aos serviços prestados aos clientes.
De acordo com a Lei Municipal n°9.005 de 2013, que dispõe sobre o prazo máximo de atendimento das pessoas que utilizam serviços bancários no município de Belém, as agências são obrigadas a fornecer aos usuários senhas numéricas de atendimento para que os clientes possam registrar o tempo de espera nas filas que, de acordo com a lei, não podem ultrapassar 30 minutos, sob pena de advertência, multas que variam de 10 mil a 40 mil reais e até a suspensão da licença de funcionamento da agência bancária.
A Secon, que é o órgão municipal responsável pela fiscalização, já visitou 90% dos bancos de toda a capital paraense. Segundo o agente de postura do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas (DCPV), Celso Nascimento, dentre os problemas identificados e expostos em relatório ao Secretário Municipal de Economia, Marco Aurélio Lima do Nascimento, estão a falta de bebedouros com copos descartáveis, máquinas de senhas avariadas e a ausência de avisos informativos aos clientes sobre a lei municipal.
Apesar de alguns problemas identificados em bancos privados, as agências públicas foram as que mais apresentaram déficits de serviços no relatório elaborado pela Secon.
No entanto, após esclarecimento conjunto com o Procon, MPE e Sindicato dos Bancários, os representantes dos bancos mostraram-se dispostos a fornecer serviços de qualidade aos clientes. “Todo e qualquer problema identificado pela Secon vai ser apurado e solucionado de imediato”, garante Rogério Terasawa, funcionário do Banco do Brasil.
Texto: Roberta Corrêa