O time da Sejel/Adfpa de basquete em cadeira de rodas foi a campeã do torneio Pará/Maranhão, realizado nos dias 26 e 27 de abril, no ginásio Altino Pimenta, promovido pela Prefeitura Municipal de Belém. Participaram da competição os times da IPDA, de Ananindeua; Sejel/ Adfpa, representando Belém; Cenapa, de Imperatriz; e Maranhão sobre Rodas, de São Luís.
Uma das partidas do Torneio foi realizada na noite de sábado, 26, como preliminar do Jogo da Inclusão, que reuniu as seleções brasileira e paraense de futsal de surdos, no ginásio da Escola Superior de Educação Física. A equipe da Sejel/Adfpa venceu o time da Cenapa pelo placar de 50×43. No domingo voltou a vencer as duas outras partidas que disputou no ginásio Altino Pimenta e ficou com o título.
Para Rafael Brito, atleta da Sejel/Adfpa, que este ano completa 12 anos de basquete em cadeira de rodas, é sempre bom enfrentar adversários de alto nível técnico. “Esse torneio veio acrescentar mais um treinamento forte com as equipes de São Luís e Imperatriz, que vão ajudar na nossa preparação para a Copa Norte e para o Brasileiro, então daqui a gente só tira aprendizado já que o nível técnico do torneio foi muito bom”.
Jorge Henrique joga basquete em cadeira de rodas há cinco anos, e é um dos mais experientes do “Maranhão sobre Rodas”. Ele destaca a importância desse intercâmbio com o Pará. “É muito importante participar de torneios como esse porque a gente adquire experiência. Na nossa equipe, por exemplo, tem atletas que estão viajando pela primeira vez e pra alcançar nosso objetivo de se classificar para o regional é preciso enfrentar outras equipes, saber como está o nível delas pra gente poder se preparar melhor, evoluir mais no basquete”.
O coordenador de Projetos Especiais da Sejel, Valdir Moura, ressalta que esse tipo de incentivo faz o atleta crescer, já que trabalha uma dinâmica totalmente diferente dos treinos habituais e serve também como forma de avaliação do trabalho que está sendo feito. “A avaliação é bastante positiva, é um trabalho que é recompensado quando a gente vê o resultado no final, a consagração dos atletas. Não é só a questão da rivalidade, porque dentro da quadra todo mundo reclama, quer ganhar. Mas fora da quadra todo mundo é amigo e isso é o mais importante, é essa inclusão que a gente tanto busca”, concluiu.
Texto: Fabiana Cabral