Depois de um sábado inteiro de disputas, o time da Associação de Surdos de Mãe do Rio e o Remounido, da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel), saíram na frente e vão decidir a final da 1ª Copa Paraense de Futsal de Surdos, no ginásio poliesportivo do Núcleo de Esporte e Lazer (Nel), em Belém, na manhã desde domingo, 30.
No primeiro dia de jogos da Copa de Futsal de Surdos, promovida neste sábado, 29, pela Coordenação de Projetos Especiais da Sejel e Federação de Esporte Paralímpico do Estado do Pará (Fepepa) a plateia diferenciada chamou atenção. O silêncio dominou as arquibancadas, mas em nenhum momento quis dizer falta de entusiasmo. Olhares atentos, gestos e sinais traduziam a expectativa e a empolgação das torcidas que vibram e torcem de um jeito muito peculiar.
Com muita determinação, os atletas das onze equipes corresponderam às expectativas na disputa pela vaga nas finais. Para a maioria, o que estava em jogo era muito mais do que um simples prêmio. “Todas essas equipes que se inscreveram para a competição, estão dando uma demonstração positiva e um belo exemplo de superação por meio do esporte. É muito gratificante estarmos presenciando mais este espetáculo de inclusão”, declarou o técnico da seleção campeã paraense de surdos da secretaria, professor Márcio Cerveira.
Numa avaliação da estreia da copa, o assessor Dudu Sardo ressaltou o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Sejel no sentido de profissionalizar as equipes. “Nosso trabalho está servindo de modelo para outros municípios, que organizavam as equipes de forma amadora. Nosso projeto profissionalizou com árbitros de federação, comissão técnica e toda a logística necessária para eventos dessa natureza. O resultado é que hoje fomos convidados a participar da elaboração da copa da cidade de Mãe do Rio”, anunciou.
A partir das 8h deste domingo, 30, terá início a grande final da competição com a Associação de Surdos de Mãe do Rio e o time Remounido, cujo técnico é o professor Marco Canellas, da Sejel. A seleção campeã paraense disputará com a equipe “Tigres”, também formada por alunos do projeto Esporte sem Barreiras da Sejel, o terceiro lugar no pódio.
Para o preparador Antonio Maia, o evento é um grande exemplo a ser seguido. “Fala-se tanto em inclusão e acessibilidade, mas, na prática, isso ainda é uma realidade remota em muitas cidades. A gestão pública de Belém está de parabéns por essa iniciativa”, observou o participante de Mãe do Rio.
Texto: Aurea Gomes